“Ela matou o marido”: Ataques contra Raquel ganham as ruas do Recife e campanha de João reage

A disputa eleitoral em Pernambuco ganhou um novo capítulo neste domingo (30), após a circulação, no Recife, de cartazes e panfletos apócrifos com ataques de forte teor pessoal contra a governadora Raquel Lyra.
Entre as peças espalhadas pela capital pernambucana, uma delas faz uma acusação extremamente grave ao afirmar que Raquel teria “matado o marido para ganhar a eleição”. Outro material apresenta uma montagem da governadora ao lado de figuras conhecidas por crimes de grande repercussão nacional.
Os materiais não apresentam identificação de autoria, contratação ou grupo responsável pela produção e distribuição. Até o momento, também não há comprovação pública de que tenham sido confeccionados ou distribuídos oficialmente por qualquer uma das campanhas envolvidas na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Diante da repercussão, a Frente Popular de Pernambuco, que apoia a candidatura de João Campos, divulgou uma nota afirmando que irá recorrer à Justiça Eleitoral para que os responsáveis pela produção e disseminação dos conteúdos sejam identificados e responsabilizados.
“A Frente Popular de Pernambuco informa que adotará todas as medidas cabíveis perante a Justiça Eleitoral para que a produção e a disseminação de conteúdos apócrifos contra qualquer candidatura sejam rigorosamente investigadas”, afirmou a frente.
A nota também reforça que a campanha não pretende aceitar o que classifica como ataques anônimos e crimes contra a honra.
“Não aceitaremos ataques anônimos, crimes contra a honra ou qualquer prática que viole a legislação eleitoral e tente degradar o debate público”, diz outro trecho.
A Frente Popular encerra a manifestação afirmando que pretende manter uma campanha baseada em propostas e em respeito à democracia.
O episódio ocorre em meio à escalada da disputa entre os grupos ligados a João Campos e Raquel Lyra. Nas últimas semanas, os dois campos políticos passaram a trocar acusações sobre supostas estruturas digitais utilizadas para atacar adversários, levando o chamado “gabinete do ódio” para o centro do debate eleitoral em Pernambuco.
Agora, com a circulação de material físico contendo acusações pessoais contra a governadora, a disputa ganha também um novo componente: a identificação de quem está por trás dos ataques e a eventual responsabilização eleitoral e criminal dos autores.
A expectativa é que a Justiça Eleitoral seja acionada para apurar a origem dos materiais, quem financiou a produção e como os cartazes foram distribuídos no Recife.
Compartilhe:
Relacionado:

TRE-PE manda remover publicações que atribuíam suposto gabinete do ódio a Raquel Lyra
Guilherme Azevedo 30/08/2026, 16:11

Luciano Duque reúne apoiadores em grande adesivaço e mostra força política em Iguaracy
Guilherme Azevedo 30/08/2026, 15:55

Charlles de Tiringa inaugura comitê ao lado de João Campos e projeta vitória para a Câmara Federal
Guilherme Azevedo 29/08/2026, 16:06
Acesse o formulário seguro para enviar sua denúncia anônima.
Você será redirecionado para uma página exclusiva, com campos para relato e anexos.
Participação dos leitores
Comentários
Carregando comentários...
Comentar nesta matéria
Seu comentário passa por moderação antes de aparecer.






